Preparem o seu espírito de chancho... Apressem-se em não retirar as crianças da sala de estar (importando: tv room), afinal, começou oficialmente a campanha para as eleições municipais. Potencializem todo o seu sarcasmo e riso falso, pois assistiremos as piores piadas. Uaca, Uaca, Uaca e tomates neles, essa é para nenhum Muppet Baby colocar defeito. Poxa, se fosse algo federal, não! O nível é baixo mesmo, trata-se das malfadadas e ignóbeis eleições municipais. Isso mesmo, aquela em que seu vizinho poderá pedir o seu voto, ou melhor, o síndico do prédio é candidato.
Afinal, na terrae brasilis também quero a parte que me cabe nesse latifúndio. Esse tal de interesse público, comum, da galera, de todo mundo não está com nada, o negócio é cada um no seu quadrado. Vote em mim! E... Prometo trocar de carro e aparecer muito na coluna social. Aliás, nos idos pós-modernos, eu atenderia o interesse público da seguinte forma: o diário oficial transformar-se-ia na revista “o fuxico” e a na área da educação trocaria os livros de ciência política por livros de auto-ajuda. Já pensou! (re) eleições ad eternum pra mim. Ipi, Ipi, Urra!!!! Na saúde... remédios, soluções mágicas em cápsulas, sim, jogo pra torcida (leia-se eu, eu e eu), nada que umas gramas de soma não solucionem.
Vamos lá, daqui um pouco começam os programas eleitorais gratuitos. Meia-hora diária de stand up gratuita, pena que os executores têm um humor muito negro, sério! Trabalham com o contraste entre a mais conhecida obra de Lewis Carroll e o dia-a-dia, de certa forma é engraçado. Não sei se a proposta dos produtores era entretenimento barato, mas ... Quando aperto o botão da reflexão, estremeço, noto que o stand up não é. As piadas são fracas mesmo e os candidatos mais ainda.
Nesse momento, acomodado na minha poltrona (símbolo do individualismo), coloco a TV no mute e ponho na agulha o LP dos Titãs (cabeça dinossauro) e espero, calmamente, chegar na quinta música. Ufa! ouço: “Sinto no meu corpo/A dor que angustia/A lei ao meu redor/A lei que eu não queria.../Estado Violência/Estado Hipocrisia/A lei não é minha/A lei que eu não queria...”. Entretanto, não importa mais, quando chego ao banheiro e me olho no espelho já estou com um nariz vermelho, sibolizando a abertura da temporada de piadas fracas, boa sorte na escolha!
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3 comentários:
Isso aih, sábias palavras. O pior é que não serão poucas...
Tenho uma boa colega:
O horário político é o único momento em que vemos todos os políticos em CADEIA nacional....Dai
Mataste, Dai! hehehehehehe
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